[ Resenha ] O filme dos mochileiros das galáxias

O “Guia do mochileiro das galáxias” é um dos livros mais divertidos que já li. Por isso, fiquei contente quando, esses dias, vi que estava passando uma adaptação da obra na TV a cabo. Para falar a verdade, eu nem sabia que existia uma adaptação para o cinema – aparentemente há mais de uma. A que eu vi é de 2005.

Para quem não conhece, o “Guia…” é um livro inglês, escrito por Douglas Adams. Era inicialmente uma série, em capítulos, na rádio BBC, e se tornou um best seller quando publicado em livro, em 1984. O “Guia…” conta a história de um humano (Artur Dent) que descobre que a Terra está prestes a ser destruída e que seu melhor amigo é um alienígena que viaja entre diversos mundos escrevendo o Guia do mochileiro das galáxias, o livro mais vendido do universo.

A graça do livro – do filme também – não são os alienígenas ou viagens espaciais ou a ‘ficção científica’ propriamente dita, mas o humor sarcástico da narrativa. Como quando descobrimos que a única função do “presidente da galáxia” é atrair a atenção para que as pessoas não saibam quem realmente tem poder, ou quando o alienígena que visita a Terra adota o nome de Ford, porque pensa que os carros são a forma dominante de vida no planeta.

O filme não é 100% fiel ao texto do livro. Algumas cenas simplesmente foram inventadas, não existiam na história original, como em um trecho da história que se passa no planeta dos alienígenas “burocráticos”, os Vongons. Mas bem se vê que aquelas cenas não estão ali de graça, mas servem para ressaltar, ironicamente, é claro, a burocracia desses alienígenas.

Isso pode desagradar fãs, e de certa forma o filme é realmente mais fraco que o livro. Por outro lado, essas mudanças não farão diferença para quem quer apenas assistir uma história e se divertir. Aliás, nesse ponto a novas cenas até fazem mais sentido, e nós sabemos que é impossível adaptar um livro para o filme e ser totalmente fiel à história.

De resto, está tudo lá: os ratos e os golfinhos, a resposta definitiva para o sentido da vida, do universo e tudo mais (quarenta e dois!), e até o Marvin, o robô maníaco depressivo. Que, nesta adaptação, está baixinho e redondo, parecendo um simpático robozinho japonês.

Enfim, o filme não vai mudar a sua vida – a não ser que você conheça a pergunta definitiva para a resposta da vida, o universo e tudo o mais, é claro. Mas é bem superior a maioria das comédias que vi recentemente, é divertido, e rende alguma risada e reflexão.

Bruno Calixto

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