Dilma 13: Ampliação sem empolgação

Li o texto disponível no site da campanha da Dilma (PT) pra saber mais sobre o que ela sugere ao novo governo, aqui o que eu achei.

Ampliar, ampliar, ampliar e ampliar. Dilma quer ampliar o que Lula fez. No seu programa chupa as bolas do barbudinho e dá uma cagadinha de leve nos governos anteriores – previsível.

O programa é dividido em tópicos, didático, chato e extremamente vago em muitos pontos. Mais do mesmo do que já temos (e que nem conhecemos).

A sensação que me deixa é que a candidatura se propõe a ser perfeita (dentro de sua visão) em TODOS os setores possíveis de um governo; e eu sinceramente acho impossível isso acontecer com QUALQUER governo, e vender isso, já me parece forçação de barra.

Não gosto da ideia de crescimento acelerado – nada acelerado é bom; sexo acelerado é bom? comer com pressa é bom? Logo… Meio rasteiro? Talvez, mas me sinto bem gostando das coisas crescendo de uma forma natural e homogênea. Não há nada natural e muito menos homogêneo crescendo no Brasil.

A parte que fala de desenvolvimento científico é extremamente vago e me dá a impressão que o Brasil vai continuar perdendo patentes por aí.

Quando fala em desenvolvimento agrícula, industrial e comercial, toca no ponto de fontes de energias renováveis – que é bem bacana. Também prevê a criação de novos pólos de energia eólica e solar, pô, isso é demais (mas, como eu disse lá em cima, é tão vago que não fica claro como isso será feito – e por ser vago, eu já começo a duvidar =/). Além de defender um fundo social para combater a ‘maldição do petróleo’ na questão do Pré-Sal, quero só ver; esse tipo de energia parece cada vez mais menos bem vista, então é uma boa criar algo para tentar frear essa percepção (ou abandonar o pré-sal, mas, depois de tanta briga, hehe, não acho que isso seja opção).

Na parte de educação não tem nenhuma novidade, apenas ampliações, ampliações e ampliações – acho que o problema do ensino brasileiro é muito mais de ‘como‘ se ensina do ‘por onde’ se ensina’; claro, faltam instituições para comportar a sociedade e é bom que se façam o suficiente, mas o problema é um buraco mais embaixo. Na minha opinião, merecia mais cuidado.

E na saúde então? Necas. Comenta-se sobre unversalizar, o que parece importante, mas atráves do SUS que, né, sabemos que é um nível muito baixo em termos hospitalares. Complicaaaado.

Dentro de Desenvolvimento Social, tem coisas bacanas, mas muito, DEMAIS, ampliações e ampliações e ampliações. Chega a cansar. Entre os pontos interessantes é a ideia de transformar as escolas em centros de cultura, com programas de arte-educação (po, isso parece muito bacana; o foda é que não fica claro COMO seria essa arte-educação – mais uma vez: vago).

Sobre Direitos Humanos, comenta-se o debate sobre penas alternativas com a finalidade de desafogar o sistema prisional – acho legal mesmo, tem certos tipos de crimes que não precisam de um afastamento do indivíduo da sociedade. Comenta-se sobre a comunidade LGBT em uma linha. Decepcionante, tanta coisa a ser debatida.

No tocante à Juventude, é interessante a ideia de combater o ingresso precoce dos jovens no mundo de trabalho – deus, como sofremos com isso, haha. Eu gosto da ideia de ficarmos mais tempo nos preparando e acumulando conhecimento pra melhor atender às demandas do mercado de trabalho e principalmente tornar a nossa mão-de-obra muito mais qualificada.

Na Segurança Pública fala-se em combater as drogas e o tráfico; ao tráfico óquei, mas não há previsão de debate sobre a legalização de algumas delas (ainda não me decidi sobre isso, mas é uma questão pipocando por aí).

E no final ainda diz que farão trabalhos para produzir armamento no Brasil com a finalidade de baratear os custos e tirar o exército da sucata em que se encontra (algo assim). Eu pergunto: pra que demônios, precisamos de exército? Haiti? Podíamos sair de lá, mas o programa prevê a continuação (sério), e ainda prevê a continuidade do programa de paz no Oriente Médio (aí eu compreendo a ideia de renovar o exército brasileiro, ao mesmo tempo que entro em pânico).

De uma forma geral, as sugestões são muito simples e mais do mesmo (natural, quer continuar o que já tem). Mas não me seduz nem um pouco a seguir e a me empolgar, pois não sugere algumas mudanças que eu gostaria de ver (como na educação). Claro que não pontuei tudo que se diz no programa (você pode baixar aqui), mas apenas as que me chamaram a atenção, positiva ou negativamente.

Essa foi a minha impressão desse programa. Agora, parto para o próximo: Levy Fidélix (PRTB); sério.

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