Juntar a galera e comprar um produto com um preço mais em conta não é prática nova no varejo. Porém, contudo, todavia, alguns sites se anteciparam à escolha do consumidor e passaram a oferecer ofertas mil com descontos incríveis (caso atinja a cota de compradores estipulada pelo site, claro). Essa é a premissa das ‘compras coletivas’ na web, por aí desde 2006 habitando as profundezas do oceano, mas que produziu uma onda grande que bateu mesmo há pouco – principalmente ‘con la revolución del tuínter’ – e agora vai colhendo suas marolinhas. Sempre avançando.

E na internet é assim: se chamou a atenção, logo mais aparece, por duplicação instantânea do tipo bob-esponja, outros braços e seres idênticos. Tanto melhor para os consumidores que ganham mais opções.

Bastou um Peixe Urbano engordar na rede, que outros começaram a aparecer para disputar o prato do navegante. Não é por menos, pois o comportamento tem sido mais que receptivo do público – até por que, seja feita justiça, os descontos são abissais em alguns casos. E o golpe está justamente aí: nos casos. Na ‘gama variada de descontos oferecidos’. Vendem o peixe dizendo que os ‘casos’ são dos mais variados, desde massoterapia a rodízio de sushi (quando na verdade, a impressão é que justamente só se oferece massagem e peixe cru).

No começo, um furor – ‘carai, vei, peixe cru a vinte reais!’, não foi raro encontrar pessoas com problema no tíquete-desconto, vide a discriminação dos restaurantes entre clientes normais e clientes-da-compra-coletiva. Gerou uma celeuma, que freou o avanço desenfreado, mas não findou a prática. Serviu inclusive para que o serviço melhorasse em muitos pontos. Os sites proliferam e é bom que seja assim, pois sai ganhando somente o usuário que terá mais opções de massagem e de comer um bom niguiri.

Quero ver a hora que a ideia se estender ao ramo do sexo. Lança lá o site um desconto de 90% no coito com uma dessas modelos de faculdade nos puteiros mais galantes de São Paulo e está pronto: compra coletiva também nos puteiros. Justo. Que lancem logo este Piranha Urbana, não é?

No final da coluna no blog do Bléh, você encontra todos os links para consulta.


Verbo Web: A blogueira nua

Publicado: 27/10/2010 por Bruno Portella em Verbo Web
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O nudismo editorial brasileiro (por que não geral) passou por alguns momentos bastante fáceis de situar: dançarinas de axé/funk, namoradas do Fenômeno, ex-BBBs (ou realitys em geral) e por aí afora. O que torna o ensaio da blogueira Miriam Bottan para a Trip um caso curioso, pois não se encaixa em nenhuma das categorias acima destacadas, mas pode, talvez, inaugurar uma nova: webcelebridades (blogueiras, tuiteiras, vlogueiras). Não que tenha sido a primeira, já clicaram outras blogueiras (e até mesmo Bottan) em revistas que não faço a menor ideia – sei apenas que tem -, mas nada com tanta, digamos, pujança. E nem com tanta repercussão. E muito menos com tanta capa (carece de fontes).

Repercussão se deve a duas coisas: qualidade e inveja. No que tange à qualidade, tanto pela má qualidade, como pela boa qualidade; nesse caso de Bottan, acho que falo por todos os homens aqui, preza a ótima qualidade do ensaio. Já a inveja é uma constante feminina que indifere entre a boa e a má qualidade. Capa da revista, Miriam Bottan, 23 anos, bloga, trabalha com mídias sociais e tem o corpo es-cultural. 152cm de corpo, diga-se apenas.

Falo em invasão, pois pela onda de críticas ao ensaio da blogueira (principalmente, senão totalmente, das mulheres) é quase gritante a certeza de que daqui pra frente, muitas das meninas que JÁ atuam com pouca roupa na web não resistirão ao assédio das revistas e portais. Claro, os veículos cavalgando esse novo nicho terão novas cartas na manga para surpreender seus leitores que já não aguentam mais panicats idênticas ou funkeiras equilibrando copos. É uma questão de renovar as opções. E as opções na web é o que não falta, nem todas com a elegância de Bottan, mas corpo é o que não falta.

Aposto como já dá pra elencar suas blogueiras favoritas e, bem, esperar que tenham a coragem da baixinha que, consciente do corpo que tem, não hesitou em mostrar. Isto não é um desafio. Nem uma defesa do ensaio, que considero mais bonito que um boquete em rede nacional, convenhamos todos.

Mas aqui, o perdão com as mulheres, eu falo apenas do nu feminino, claro. Quanto aos homens, se a moda pegar, deus me livre ver o @Cardoso pelado.

Bruno Portella, 23, escritor e blogueiro, deixa claro que não posará nu em caso de solicitação. Sai do meu pé G Magazine! (já o @agarie)

Agradecimentos à @loverox. REVISTA NELA!!!


Verbo Web: Reddit, cuidado.

Publicado: 18/10/2010 por Bruno Portella em Verbo Web
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MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: Este serviço causa dependência e sérias distrações acadêmico/corporativas que podem levar a consequências mais sérias como te deixar de exame ou desempregado. Tejeavisado.

A internet é uma rede de pessoas. Uma rede de pessoas enlouquecidas. E o conteúdo gerado por essas pessoas divide gostos, mas tem pra todos eles, pois de uma coisa não nos podem acusar: falta de participação nesta rede infinita. A coluna de hoje aqui no Jornal Bléh é um Happy Hour do Verbo Web. Uma dica puramente divertida, um puro besteirol, um papo de boteco já nas altas alcólicas e sem intelecto nenhum. Mas indispensável para nossa (in)sanidade.

É disso que eu tô falando: conteúdo gerado por pessoas, quase que praticamente que totalmente por usuários. Não estou falando de colunas politizadas, notícias de última hora, filosofias quaisquer, ficções e patati patatá. Não, isso tem de monte nos portais, nos tuínter, nas redes sociais. Tô falando das grandes ‘porcarias’ da web: foto-montagens, photo-bombs, links absurdos, vídeos incríves, tirinhas no humor duvidoso, flagrantes, intervenções, memes e todo e qualquer conteúdo que realmente não agrega nada ao ser humano. Mas salva (e atrasa) uma tarde inteira entediante.

A premissa é simples: ao invés de você entrar em todos os blogues de besteiras e porcarias que você conhece, você encontrará tudo no Reddit. E não é só isso: tem também as besteiras que os usuários postam (e acredite em mim, essas são as melhores), as perguntas absurdas que geram discussões realmente sem noção alguma (certa feita, um usuário desesperado, chegou do trabalho e pediu a ajuda do Reddit para ser demitido – o dia inteiro, foi um dos assuntos mais comentados). A navegação é simples: basta enamorar-se da barra de rolagem, descer e clicar, descer e clicar (na pegada do cara-crachá, sabe?) em todas as porcarias indicadas. Alguma coisa te fará rolar de rir, se interessar, passar a frente, tuítar, tumblerizar, blogar ou simplesmente clicar no próximo link.

O único requisito mínimo é o inglês. E ainda assim talvez somente se você quiser participar das discussões – eu mesmo indico somente os vídeos, os links e, meu deus, as imagens.

Trocando em miúdos…

(…)

Ps.: Esta coluna não foi terminada, pois o colunista ficou o dia inteiro vendo o Reddit.

Bruno Portella

Bon Jovi, um show inesquecível

Publicado: 07/10/2010 por Bruno Portella em Ovo Branco
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Morumbi, 06 de outubro. Noite ligeiramente fria, sem nenhuma perspectiva de chuva. Perfeita para um grande show.

Sobre o público ou sobre a Fresno ou sobre o Rock Nacional

Só havia, talvez, cinco pessoas que durante uns quarenta minutos não compartilharam do clima gostoso da noite: a banda Fresno. Desde que foi anunciada, estava na cara que havia sido um erro, uma tremenda falha da organização. Posso abstrair que, talvez, tenha sido um absurdo otimismo em imaginar que pela incrível disparidade de gêneros musicais, a banda seria abraçada pelo público justamente pela diferença. Nem perto disso. A banda entrou sob vaias, foi vaiada a cada final de música – que a cada uma que terminava encurtava – viu dancinhas irônicas, dedos em riste, xingamentos, costas para o palco; a sensação de ‘vergonha alheia’ se espalhou pelos poucos que, ao final, aplaudiram a banda. Bem poucos.

É uma certa burrice da organização não prever esse tipo de reação caipira do público. O público se acha muito ‘rocker’ – quando a banda principal da noite não faz nada tão ‘rocker’ desde os anos oitenta, flertando com o country, o pop e as músicas românticas com uma frequência incrível – antes que achem que critico o Bon Jovi, não é crítica, é uma constatação que suas influências mudaram e é bom que tenham mudado, ou eles seriam hoje um Skid Row da vida e não a banda gigante que continuam sendo. Leia o resto deste post »

TinEye, o buscador de imagens

Publicado: 30/09/2010 por Bruno Portella em Verbo Web
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Assim como estamos acostumados à busca por palavras (Google, Yahoo, Altavista, Cadê…), agora é possível fazer buscas usando imagens.

Você tem uma imagem e precisa dela em melhor qualidade, ou em qualquer outra versão que não a sua. Mas você não sabe o nome dela, nem o autor, nem os personagens, nem onde foi publicada, nem absolutamente nada. Você tem apenas a imagem. Você pode enviar aos amigos da rede social perguntando quem conhece, e isso demorará um certo bocado, ou poderá fazer um mini retrato falado no Google e ver se está com sorte. Ou pode usar o TinEye. A sábia decisão.

O TinEye é um site que pegará a sua imagem, processará e rastreará na internet imagens similares e iguais àquela. Voilá!

O buscador te oferece duas modalidades: 1 – você envia uma imagem para que o site procure outras iguais na web; 2 – você coloca o endereço de uma já hospedada na web e o buscador te retorna outras iguais. Claro que, assim como qualquer buscador, quanto mais ‘informação’ o site tiver, melhor serão os resultados. Isso significa que dificilmente você conseguirá resultados com detalhes muito indefinidos de uma imagem, com closes de um quadro ou pixels de um produto. Esqueça.

O Jornal Bléh fez um teste com um detalhe definido do quadro Garden of Earthly Delights, e o site foi preciso em encontrar imagens do quadro completo. É uma ótima dica pra quem procura esse tipo de serviço e, muito provalmente, a única. Somente para fotos pessoais é que há um certo descalibre no site. Joguei uma foto do nosso editor Agarie e retornou somente fotografias de Jackie Chan.

Tem que ver isso aí, TinEye.

Visite: www.tineye.com

Bruno Portella

Coluna publicada no Jornal Bléh Set/2010

O Bléh (portanto eu) retorna às ruas, e desde então muita coisa passou debaixo da ponte: o Brasil saiu da Copa, Dunga xingou a torto, no jogo do bicho todos apostaram no polvo, vlogueiros explodiram, estreou o Curling em São Paulo… E aí vai.

Mas o que ferve hoje na internetz é a corrida eleitoral – todo ano par, o circo se arma e a comédia rola solta; um circo só de palhaços, já aviso, e nem todo mundo está convidado. O menos engraçado desta vez é o rigor de uma lei já antiga, que agora faz doer nos ‘humoristas’; alegam ‘censura’, fizeram passeata, xingam muito no tuínter, um mimimi desgraçado. Fato é: não podem fazer chacota, imitações ou o raio que o parta com qualquer personagem das eleições. Nada.

Não que o humor esteja fora das eleições deste ano, MUITO pelo contrário; Tiririca, por exemplo, mais engraçado que a maioria dos stand-ups tupiniquins, driblou a lei se candidatando, livre está para fazer suas piadas no horário nobre. Ora menino! Na internet então, as colagens de Dilma-gaga, Serra-comedor, jingles criativos (ou não) e até compilações dos piores deputados possíveis rolam por aí soltinhos da silva – se por um lado bate aquela tristeza ao notar o nível baixo dos candidatos, por outro é uma boa forma de evitar que os cretinos subam ao poder, espalhando o quão podre são. Portanto não é bem correto dizer que essa eleição não tem graça.

Claro, vamos torcer pelas ótimas imitações dos candidatos, as abordagens super relevantes e as perguntas inteligentes do humor brasileiro; que tudo volte ao marasmo de antes. Mas… se não rolar, que os ‘humoristas’ encontrem meios ímpares de driblar a censura; ora pois, se os músicos conseguiam driblar a DITADURA nos anos 70, não é possível que o pessoal do humor, irreverente, criativo, acima de qualquer suspeita não consiga fazer humor sem usar bonecos.

Essa é a primeira eleição que realmente caiu nos braços da galerë da internet; geral fiscalizando nos tuínters, nos órkãts, galera ficando fã no feicibúk, os candidatos tuitando, estagiários sendo demitidos de campanhas. Até debate online, com perguntas de internautas já aconteceu. Confiando no humor nacional como confio (embora não pareça), tenho certeza que vão conseguir pedalar pra cima da lei e se livrar disso tudo. O Tiririca já conseguiu, espero que digitem o número dele somente pra ver a cara do caboclo. Ô candidato lindo! Depois, corrijam, por obséquio.

@BrunoMasei

Coluna publicada no Jornal Bleh Ago/2010:

Zé Maria 16: Estatizar, estatizar, estatizar

Publicado: 04/08/2010 por Bruno Portella em Ovo Branco, Política

ZÉ MARIA: ESTATIZAR, ESTATIZAR E ESTATIZAR

O programa do candidato Zé Maria (PSTU) é, dos até agora lidos, o mais bonito e melhor organizado (em termos design e PDF, hehe). Em tópicos extremamente claros, títulos grandes, proposta gráfica clara, imagens e tudo nos trinques. Gostei.

Já o conteúdo. Tudo tem uma urgência muito grande, um desespero; e tudo, TUDO, é sugerido de maneira a cair no colo dos trabalhadores.

Começa falando sobre Economia; critica Lula por ter pago a dívida internacional e que com Zé Maria, vai vigorar a lei do calote, revertendo essa verba que seria das dívidas para outras áreas carentes, como Saúde e Educação. Eu gosto da ideia, os credores nem tanto; mas eu gosto mesmo assim. Quando tivermos um país sem miséria, sem analfabetismo como o que temos hoje, aí sim teremos condições de pagar dívidas. Por ora, é complicado.

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Lévy 28: Capacitado atômicamente

Publicado: 28/07/2010 por Bruno Portella em Ovo Branco, Política

O programa de governo proposto pelo PRTB na figura de Lévy Fidélix, o homem do Aerotrem, é um PDF facilmente encontrado no site.

Leitura chata. Chata por que, além de ser mal diagramado (ponto que eu tolero, por não ser um trabalho artístico) ele é mal escrito (!). E aí não dá pra segurar a peteca de uma proposta para governar um país que esteja mal escrito. Inclusive com erros de português por aqui e por acolá. Deuzolivre. Mas sigamos.

A proposta é dividida em capítulos, ou tópicos, e dentro deles vários assuntos jogados com um ou outro parágrafo destacado em negrito.

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Li o texto disponível no site da campanha da Dilma (PT) pra saber mais sobre o que ela sugere ao novo governo, aqui o que eu achei.

Ampliar, ampliar, ampliar e ampliar. Dilma quer ampliar o que Lula fez. No seu programa chupa as bolas do barbudinho e dá uma cagadinha de leve nos governos anteriores – previsível.

O programa é dividido em tópicos, didático, chato e extremamente vago em muitos pontos. Mais do mesmo do que já temos (e que nem conhecemos).

A sensação que me deixa é que a candidatura se propõe a ser perfeita (dentro de sua visão) em TODOS os setores possíveis de um governo; e eu sinceramente acho impossível isso acontecer com QUALQUER governo, e vender isso, já me parece forçação de barra.

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Trabalho de criação. Novamente entre índias.

Agora a minha revanche, se antes elas me fizeram criar para cosméticos, entre os canais a escolher, escolhemos este. De macho, de guerreiro, de trabalho, meu filho. SporTV, o canal campeão.

Sou declarado fã do rival, ESPN Brasil, mas se for pra criar, criamos pra qualquer um e sempre buscando algo diferente e interessante do canal. No caso da SporTV, muito embora tivesse transmissões de outros esportes, o futebol sempre foi o carro-chefe. E foi nessa tecla que tentamos bater.

Sem mostrar uma única imagem de futebol, associamos outros esportes com alguns elementos do esporte mais amado do país. É uma das campanhas que eu mais gosto – em termos de redação, pois talvez pudesse ficar menos ‘azul’ na direção de arte.

Clique para ver as peças: